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Obras de Machado de Assis, edição 1856

Não sei se aqui é o lugar indicado para isso, mas estou procurando saber onde posso vender livros antigos. Tenho uma coleção de Machado de Assis muito bem conservada com edição de 1856 e 1920. Se este não é o local apropriado para isso, peço desculpas. Mas se alguém puder me passar alguma informação a respeito, eu agradeço.
 
Você pode vender seus livros no Mercado Livre, no Enjoei, no Facebook, ou qualquer outro lugar do gênero. Ou vender direto para um sebo, que vai pagar bem menos mas você se livra mais rápido do material. Aqui no fórum certamente não é um lugar muito adequado.
 
Você pode vender seus livros no Mercado Livre, no Enjoei, no Facebook, ou qualquer outro lugar do gênero. Ou vender direto para um sebo, que vai pagar bem menos mas você se livra mais rápido do material. Aqui no fórum certamente não é um lugar muito adequado.

Eu encontrei um senhor de cabo frio que tinha (ainda deve ter) um sebo numa praça lá, não sei o nome, pois, não sou de lá. Ele me disse que tinha um depósito cheio de livros, quadrinhos, mangás, ele deve fazer isso por amor, uma atividade recriativa para não ficar o dia inteiro em casa.

O legal quando você encontra esses senhores, você pode negociar, eu falei "25 fechado?" e estiquei minha mão, ele apertou. Não me esqueço desse dia até hoje, espero que ele esteja bem e vendendo muitos livros acessíveis.

Mas tem outros que é bem desagradável de ir. Fui um em petrópolis, lá no shopping perto da praça Dom Pedro, sério, era rídiculo. Tinha duas meninas que estavam trabalhando lá e pareciam que era funcionárias com cara de bunda, quando perguntei o preço de uma edição, não sabiam, tinha que perguntar ao "sei-lá-quem", pois não estava no sistema.

Eu pessoalmente doei todos os meus livros físicos, não tem sentido hoje em dia e o cuidado que deve ter para mantê-los... só tenho dois dicionários comigo de japonês, mas ele não é "acessível", é mais para tradutor, não é usual para estudantes.

Em um futuro que espero não seja tão distante, irei scanear e compartilhar na internet. Não sei a opinião de vocês, mas hoje em dia não cabe mais edição fisíca, e ecólógicamente inviável, só se for edições antigas conservadas pela seu valor histórico, agora, atualmente, deveriam se focar no digítal. Não sei como está atualmente, mas quando eu comprava livro, os digitais estavam equivalentes dos livros fisícos, tanto que me fez ir direto para a pirataria, felizmente não é crime no Brasil — uma das poucas coisas boas de ter nascido brasileiro.

Você deve ter vendido, mas essa edição de 1856 é muito valiosa, sabe o por quê? o autor estava vivo na época. Sabe o sentimento de ler o livro de autor de uma edição que consertaza ele colocou as mãos, físicos ou não, principalmente, por estar escritos exatamente como ele quis, pois edições recentes tem o Novo Acordo Órtográfico, não acho ele ruim, está encaminhando no caminho inevitável de trocarmos o português pelo brasileiro. Acredito que nossa geração irá viver para ver essa mudança que está demorando tanto para acontecer.

Acho que me alonguei aqui, espero que tenha conseguido vender por um bom preço, e espero que caia nas mãos de uma pessoa que poderá apreciar do nosso grande escritor Machado de Assis.
 
Muito cômodo decretar o fim dos livros físicos enquanto você só faz uso dos digitais mediante pirataria (que é crime, sim, no Brasil; não sei como você pode achar que não). :doido: Graças a Deus, a realidade é o exato oposto do que você prega: ainda se imprime muito livro em papel, e o mercado tem se expandido. Que continue assim até, pelo menos, eu morrer. Depois já não é comigo. :lol:
 
Muito cômodo decretar o fim dos livros físicos enquanto você só faz uso dos digitais mediante pirataria (que é crime, sim, no Brasil; não sei como você pode achar que não). :doido: Graças a Deus, a realidade é o exato oposto do que você prega: ainda se imprime muito livro em papel, e o mercado tem se expandido. Que continue assim até, pelo menos, eu morrer. Depois já não é comigo. :lol:

Não é crime para uso pessoal. Eu era um amante dos livros fisícos, ter uma prateleira separada por gênero, mas não podemos ir contra o futuro. Muitos diziam que o carro iriam substituir o trêm, algo equivocado, enquanto o brasil seguiu nessa corrente, se prejudicou, enquanto os países entederam a limitação dos carros, tem suas linhas ferroviárias a todo o vapor. Só porque é antigo, não quer dizer que não tem seu papel para o futuro da humanidade, os livros também, mas não fisícos — temos que proteger nossa fauna.

Encontra partida, todos os livros que eu baixo (uso pessoal), eu catálogo, guardo em pastas e quem sabe meus filhos, ou meus netos leiam kkkk Eu não compartilho nada, juro (dedos cruzados).

E para emprestar é muito mais fácil.
 
Não é crime para uso pessoal.
Errado. O Código Penal é claríssimo:
Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

mas não podemos ir contra o futuro.
É uma frase bonita, mas que nada me diz quanto ao caso. Já tentaram decretar a morte do livro há uns vinte anos, e o que se observa na prática é bem diferente. Você só está requentando profecias velhas. Por enquanto o livro físico ainda não dá sinais de que vai morrer e ser substituído pelo digital. Você saberia me dizer quando que vai chegar esse futuro aí? Mais dez anos, será? Ou mais cinquenta?

temos que proteger nossa fauna.
Talvez você esteja sendo levado a pensar que a impressão de livros de algum modo está contribuindo para a morte de nossa fauna (ou flora?). Gostaria de tranquilizá-lo quanto a isso. Por aqui os livros são impressos com papel de reflorestamento. Florestas inteiras de eucalipto plantadas para esse fim. Ninguém está desmatando florestas nativas nem matando bichinhos no processo. Quem desmata é o agronegócio e quem vende madeira ilegal.

Mas enfim. Não estou querendo dizer que você não deva continuar com seus PDFzinhos catalogados bem bonitos no seu computador. Eu pessoalmente odeio PDF. Se ao menos fossem livros para ler num e-reader... Mas assim: que é crime, não há dúvida. E que é cômodo demais defender isso como alternativa ao físico só porque você está obtendo esses livros gratuita e ilegalmente, também. Se você tivesse de pagar R$20 ou R$30 que fossem em cada arquivo desses, acho que sua biblioteca digital seria bem menos atraente.
 
Errado. O Código Penal é claríssimo:
Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

No Brasil, a violação de direito autoral está prevista no Art. 184 do Código Penal. Porém, conforme os próprios dispositivos legais e a doutrina majoritária apontam:

  • Ação penal privada (caput do Art. 184): Se não há intuito de lucro e a violação é “simples” (baixar filmes, livros, etc.), o titular do direito precisaria mover queixa contra o “pirata”. Na prática, praticamente não existem casos de pessoas processadas individualmente por baixar torrents ou PDFs de uso pessoal.
  • Ação penal pública (parágrafos do Art. 184): Se há intuito de lucro, a pena é maior e a acusação cabe ao Ministério Público Estadual ou Federal (caso seja um crime considerado transnacional).

É uma frase bonita, mas que nada me diz quanto ao caso. Já tentaram decretar a morte do livro há uns vinte anos, e o que se observa na prática é bem diferente. Você só está requentando profecias velhas. Por enquanto o livro físico ainda não dá sinais de que vai morrer e ser substituído pelo digital. Você saberia me dizer quando que vai chegar esse futuro aí? Mais dez anos, será? Ou mais cinquenta?

O que você disse é verdade sobre o "fim" dos livros, mas você está falando mais no aspecto mundial. Tomemos o Brasil como exemplo, e só ele.

1. os livros fisícos se mantém vivos no Brasil por não ter imposto sobre eles, tentarem mudar essa lei em brasília, mas felizmente não foi pra frente — me corrija se eu estiver errado.
2. O brasileiros históricamente não gosta de ler, Machado de Assis já documentou isso em seus livros "ele tem tantos livros, mas não é nem marechal" — tanto que somos obrigados a aprender inglês para para consumir títulos que não tem apelo popular. Edições fora de linha, tem somente uma edição e só, pois não vende.
3. o Kindle vai ser o bastião do fim, pois, pode-se colocar arquivos externos nele.

Eu não quero o fim dos livros físicos, mas não podemos negar a realidade. Você pode argumentar contra esses meus três pontos? Seus parentes, até mesmo seus pais, hoje em dia, compram jornal? Eu lembro quando criança eles lendo jornal, não lia livro, mas lia Jornal, agora, nem mesmo jornal, só video do youtube. A geração anterior da nossa que deveriam apreciar a literatura, muito mais do que a nossa geração, graças a pirataria que democratizou o acesso.

O povo em si não lê, uma parcela dela lê, e não é o suficiente. O futuro vai ter edições especiais de livros fisícos com papéis de qualidade e capaz chamativa.

Eu sei que é outro segmento, mas veja os jogos, uma industria bilhonária, está removendo edições físicas. Teve uma briga feia com o público, mas deram-se por vencidos, e olha que a pirataria de jogos era muito maior do que de livros, sempre foi.

Talvez você esteja sendo levado a pensar que a impressão de livros de algum modo está contribuindo para a morte de nossa fauna (ou flora?). Gostaria de tranquilizá-lo quanto a isso. Por aqui os livros são impressos com papel de reflorestamento. Florestas inteiras de eucalipto plantadas para esse fim. Ninguém está desmatando florestas nativas nem matando bichinhos no processo. Quem desmata é o agronegócio e quem vende madeira ilegal.

Vejo que você trabalha com uma editora, fico feliz que trabalhe em algo que ama tanto, mas você viu os eucaliptos sendo tirados para fazer papel?

Mas enfim. Não estou querendo dizer que você não deva continuar com seus PDFzinhos catalogados bem bonitos no seu computador. Eu pessoalmente odeio PDF. Se ao menos fossem livros para ler num e-reader... Mas assim: que é crime, não há dúvida. E que é cômodo demais defender isso como alternativa ao físico só porque você está obtendo esses livros gratuita e ilegalmente, também. Se você tivesse de pagar R$20 ou R$30 que fossem em cada arquivo desses, acho que sua biblioteca digital seria bem menos atraente.

Não desmereça meus pdfs, graças a eles, pude consumir literatura que não teria condições de comprar, me ajudou muito no meu desenvolvimento pessoal, como também como cidadão e budista "Nomu Amida Butsu" do contrári, seria para sempre um ateu que odeio cristões.

O conhecimento tem que ser democrático. Muitos não tem condições de comprar, e você acha justo negar ao povo conhecimento?; Ora, é errado a piratária? sim; prejúdica a indústria que é fraca? claro que sim; se a situação do povo brasileiro fosse diferente, comprariam livros para apoiar as editoras e os autores? sem dúvidas.

Não podemos negar a realidade. Eu gosto de livros físicos, entratanto para a realidade do povo brasileiro, o povo real, que acorda ás cindo da manhã para pegar um ônibus e recebe um salário que mal o ajuda a se manter ao mês, baixar um livro, seja em pdf, epub ou qualquer outro formato, não é crime, é um dever moral.
 
Última edição:
Vejo que você trabalha com uma editora, fico feliz que trabalhe em algo que ama tanto, mas você viu os eucaliptos sendo tirados para fazer papel?
Você deve estar me tirando pra otário. Só pode. Nem faz sentido continuar essa conversa. Até porque já estamos a desvirtuar completamente o objetivo deste tópico. Desde o início a minha intervenção era pra apontar que você estava errado quanto à natureza da pirataria: é crime, sim, inclusive para uso pessoal. Você só não responde por esse crime porque o detentor do direito autoral não tem como saber que foi logrado. Se você acha que a pirataria de livros é um dever moral e que a democratização do conhecimento passa por aí, em vez de, por exemplo, um sistema robusto de bibliotecas públicas, é seu direito pensar assim. Pra mim, por exemplo, dever moral é corrigir desinformação, quando eu vejo.
 
Você deve estar me tirando pra otário. Só pode. Nem faz sentido continuar essa conversa. Até porque já estamos a desvirtuar completamente o objetivo deste tópico. Desde o início a minha intervenção era pra apontar que você estava errado quanto à natureza da pirataria: é crime, sim, inclusive para uso pessoal. Você só não responde por esse crime porque o detentor do direito autoral não tem como saber que foi logrado. Se você acha que a pirataria de livros é um dever moral e que a democratização do conhecimento passa por aí, em vez de, por exemplo, um sistema robusto de bibliotecas públicas, é seu direito pensar assim. Pra mim, por exemplo, dever moral é corrigir desinformação, quando eu vejo.

Você está totalmente certo, o problema é que parece que você não conhece vedadeiramente seu povo: o povo que está nas vielas, no depósito, no balcão de atendimento de uma padaria, varrendo a calçada quando não a ninguém nela, descarregando caminhão, arrumando a casa de sua patroa, cuidando dos filhos dela quando os seus é deixado na crechê. Do que dianta ter uma biblioteca, se o povo não lê? A leitura tem que ser acessível, uma biblioteca online criada pelo governo disponibilizada por aplicativo é algo muito mais real do que essa sugestão sua aí.

Mas demos por encerrado essa discussão, você que a direcionou por esse caminho dizendo que o livro está toda a pupa.
 
Você está totalmente certo, o problema é que parece que você não conhece vedadeiramente seu povo: o povo que está nas vielas, no depósito, no balcão de atendimento de uma padaria, varrendo a calçada quando não a ninguém nela, descarregando caminhão, arrumando a casa de sua patroa, cuidando dos filhos dela quando os seus é deixado na crechê. Do que dianta ter uma biblioteca, se o povo não lê? A leitura tem que ser acessível, uma biblioteca online criada pelo governo disponibilizada por aplicativo é algo muito mais real do que essa sugestão sua aí.

Mas demos por encerrado essa discussão, você que a direcionou por esse caminho dizendo que o livro está toda a pupa.

mas pentogu, teu povo hipotético vai ter dinheiro para pagar e-reader de 900 reais e acesso à internet para baixar e-book da biblioteca do governo? sendo que tem lugar do país que nem tem acesso à internet ainda? a saída de bibliotecas públicas com livro de papel ainda é a mais viável e (o mais importante) democrática em um país enorme, tão plural e tão desigual quanto o brasil.
 
mas pentogu, teu povo hipotético vai ter dinheiro para pagar e-reader de 900 reais e acesso à internet para baixar e-book da biblioteca do governo? sendo que tem lugar do país que nem tem acesso à internet ainda? a saída de bibliotecas públicas com livro de papel ainda é a mais viável e (o mais importante) democrática em um país enorme, tão plural e tão desigual quanto o brasil.

Não vai ter condições, mas não precisa de um e-reader, pode ler pelo celular mesmo, eu mesmo já li muito pelo celular. Eu sei, é desconfortavel, força a vista, o governo criando uma biblioteca virtual, tornará o acesso muito mais fácil. Irei te contar uma história interessante, pegando um ônibus no meio da noite, muito tarde mesmo, pedi licença para me sentar ao lado de uma mulher, não sei o motivo. Ela estava lendo um livro pelo celular, não época, eu não lia pelo celular, sempre ia na biblioteca. Eu questionei ela se não era desagradável, ela me disse que no começo sim, mas depois se acostumou, isso foi a vários anos atrás, eu era adoslecente, desse dia em diante, comecei a ler pelo celular.

Sobre não ter internet, não posso opinar, me desculpe, não tenho dados. Caso eu respoda, estarei me equivocando aqui e não quero isso, nem mesmo dar minha opinião, ousarei dar.

Eu discordo sobre biblioteca fisíca seja mais democrática, irei explicar. A maioria das biblíotecas estão no centro da cidade, algumas pessoas podem nem mesmo trabalhar no centro, tem que fazer registro que é um processo que pode desmotivar; também pode acontecer um acidente com o livro, café, uma criança rasgar e ter que cobrir os custos.

Uma biblioteca virtual, a pessoa logaria-se pela conta do GOV, todo brasileiro tem uma. E mais, o governo poderá ver o que o povo lê, os títulos que mais chama atenção, poderia criar programas para ler literatura mais especializada (não irei discorrer sobre isso, o texto ficará muito mais longo); poderia fazer parceria com a editora de disponibilizar, por exemplo, os livros do J.R.R. Tolkien. Irei te explicar, pois acho muito interessante, a editara disponibiliza 100 cópias, aí séria como uma biblioteca real, caso não esteja disponível para ler, teria que entrar na fila, até mesmo incentivaria a venda de livros físicos. Entre outras diversas possibilidades.
 
Não vai ter condições, mas não precisa de um e-reader, pode ler pelo celular mesmo, eu mesmo já li muito pelo celular. Eu sei, é desconfortavel, força a vista, o governo criando uma biblioteca virtual, tornará o acesso muito mais fácil. Irei te contar uma história interessante, pegando um ônibus no meio da noite, muito tarde mesmo, pedi licença para me sentar ao lado de uma mulher, não sei o motivo. Ela estava lendo um livro pelo celular, não época, eu não lia pelo celular, sempre ia na biblioteca. Eu questionei ela se não era desagradável, ela me disse que no começo sim, mas depois se acostumou, isso foi a vários anos atrás, eu era adoslecente, desse dia em diante, comecei a ler pelo celular.

celular tb custa dinheiro que seu povo hipotético não tem =]

Sobre não ter internet, não posso opinar, me desculpe, não tenho dados. Caso eu respoda, estarei me equivocando aqui e não quero isso, nem mesmo dar minha opinião, ousarei dar.


quase 20% da população rural não tem acesso. parece pouco, mas não é. especialmente se estamos falando em tornar o acesso algo democrático - é democrático quando é para todos. e por causa disso...

Eu discordo sobre biblioteca fisíca seja mais democrática, irei explicar. A maioria das biblíotecas estão no centro da cidade, algumas pessoas podem nem mesmo trabalhar no centro, tem que fazer registro que é um processo que pode desmotivar; também pode acontecer um acidente com o livro, café, uma criança rasgar e ter que cobrir os custos.

Uma biblioteca virtual, a pessoa logaria-se pela conta do GOV, todo brasileiro tem uma. E mais, o governo poderá ver o que o povo lê, os títulos que mais chama atenção, poderia criar programas para ler literatura mais especializada (não irei discorrer sobre isso, o texto ficará muito mais longo); poderia fazer parceria com a editora de disponibilizar, por exemplo, os livros do J.R.R. Tolkien. Irei te explicar, pois acho muito interessante, a editara disponibiliza 100 cópias, aí séria como uma biblioteca real, caso não esteja disponível para ler, teria que entrar na fila, até mesmo incentivaria a venda de livros físicos. Entre outras diversas possibilidades.

... a proposta de criação de bibliotecas (ênfase para criação, seu argumento parte de um ponto de que deveríamos contar apenas com o que já existe) com livros físicos torna a questão mais democrática, no sentido que falei de acesso para todos. basta a disponibilidade do livro, diferente de uma biblioteca de ebook que depende de meio para ler o ebook, internet para baixar o ebook, etc.

enfim, eu não tenho nada contra e-book, é meu formato favorito e há anos leio livro de papel só quando a diagramação do livro interfere no sentido da obra. mas eu fico um pouco contrariada com essa coisa de oferecer qualquer objeto relacionado ao meio digital como uma grande panaceia, porque não é nem de longe a solução para os problemas. o caso do número baixo de leitores no brasil, por exemplo, não tem tanto a ver com inexistência de acesso ao livro, mais com a falta de um letramento literário nas escolas.

até porque a gente já tem um número enorme de livros disponíveis de graça em projetos como o domínio público, que é exatamente o que vc propõe: uma biblioteca digital disponibilizada pelo governo. mas se for puxar os dados de quanta gente baixa livro lá, vai ver que é mínimo. tanto é que os serviço nesse momento está fora do ar e não tem ninguém reclamando e perguntando pq.
 
celular tb custa dinheiro que seu povo hipotético não tem =]




quase 20% da população rural não tem acesso. parece pouco, mas não é. especialmente se estamos falando em tornar o acesso algo democrático - é democrático quando é para todos. e por causa disso...



... a proposta de criação de bibliotecas (ênfase para criação, seu argumento parte de um ponto de que deveríamos contar apenas com o que já existe) com livros físicos torna a questão mais democrática, no sentido que falei de acesso para todos. basta a disponibilidade do livro, diferente de uma biblioteca de ebook que depende de meio para ler o ebook, internet para baixar o ebook, etc.

enfim, eu não tenho nada contra e-book, é meu formato favorito e há anos leio livro de papel só quando a diagramação do livro interfere no sentido da obra. mas eu fico um pouco contrariada com essa coisa de oferecer qualquer objeto relacionado ao meio digital como uma grande panaceia, porque não é nem de longe a solução para os problemas. o caso do número baixo de leitores no brasil, por exemplo, não tem tanto a ver com inexistência de acesso ao livro, mais com a falta de um letramento literário nas escolas.

até porque a gente já tem um número enorme de livros disponíveis de graça em projetos como o domínio público, que é exatamente o que vc propõe: uma biblioteca digital disponibilizada pelo governo. mas se for puxar os dados de quanta gente baixa livro lá, vai ver que é mínimo. tanto é que os serviço nesse momento está fora do ar e não tem ninguém reclamando e perguntando pq.

Você ganhou no argumento! Apesar de alguns pontos de discordância, hoje em dia até mendingo tem celular, e meu povo que trabalha, tem celular — você deve estar pensando em outro povo. Além da locomoção, essa parte da população que não tem internet, dúvido que teria esse serviço a disposição.

Mas no geral, você está certa mesmo!!!
 
Mendigo tem celular? Se for verdade, os celulares são smartphones? Se forem smartphones, têm acesso a internet?

Acho que você tá confundindo a sua realidade com a realidade do resto do mundo. Tá faltando perspectiva aí.
 

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